A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou na tarde desta segunda-feira (22) o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, que estima receita e despesas do Estado em R$ 40,7 bilhões, durante a última sessão legislativa do ano.
A votação foi concluída apenas após um pedido de vista apresentado pelo presidente da Casa, Max Russi (PSB), e pelo deputado Valdir Barranco (PT), o que adiou a deliberação mais cedo, mas que foi retomada e julgada em sequência pelo plenário. Ao final, Russi declarou o projeto aprovado, sem divulgar o número exato de votos a favor ou contra nem as ausências.
Após a aprovação do texto principal, os parlamentares analisaram emendas destacadas apresentadas pelos deputados Wilson Santos, Lúdio Cabral e Janaina Riva, mas nenhuma proposta de modificação foi acolhida pelo plenário, mantendo o orçamento conforme enviado pelo Executivo estadual.
A tramitação do PLOA 2026 foi marcada por pressão da Assembleia sobre o governo do Estado, comandado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), para garantir o empenho integral das emendas parlamentares antes do encerramento de 2025. A previsão é que o governo estadual pague R$ 624,8 milhões neste ano referentes a emendas impositivas apresentadas por deputados estaduais.
O orçamento aprovado orienta as despesas públicas do Estado para o ano que vem e traz previsões de investimentos que serão detalhadas pelos órgãos responsáveis ao longo de 2026, em áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. A discussão orçamentária foi intensificada pelas diferentes correntes políticas que compõem a ALMT, que buscaram assegurar recursos para programas e projetos regionais importantes.
Especialistas em gestão pública ouvidos por veículos locais destacam que a aprovação do orçamento ainda em dezembro é essencial para garantir a previsibilidade das contas estaduais e evitar interrupções nos serviços públicos e investimentos planejados.
Com a aprovação do orçamento, o Estado de Mato Grosso inicia 2026 com o plano financeiro formalizado, mas segue o debate político sobre prioridades de gasto e execução das prioridades definidas pelos parlamentares e pelo Executivo.