Bill Clinton e Mick Jagger aparecem em arquivos de Jeffrey Epstein

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Bill Clinton e Mick Jagger aparecem em arquivos de Jeffrey Epstein

Uma nova leva de documentos relacionados ao caso do financista condenado Jeffrey Epstein — acusado e condenado por abuso sexual e tráfico de menores — foi divulgada recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, trazendo à tona **imagens e registros com a presença de diversas figuras públicas, incluindo o ex-presidente dos EUA Bill Clinton e o músico Mick Jagger. A divulgação faz parte de uma exigência legal, o Epstein Files Transparency Act, aprovada pelo Congresso e assinada pelo presidente Donald Trump.

Os arquivos consistem em milhares de páginas de documentos, fotos e registros que foram coletados ao longo das investigações contra Epstein e sua associada Ghislaine Maxwell, que atualmente cumpre pena de 20 anos de prisão por seu papel no esquema de exploração sexual. As publicações incluem fotografias não contextualizadas de encontros sociais, eventos e reuniões em que aparecem Clinton, Jagger, o cantor Michael Jackson e outras personalidades conhecidas, sem que isso, porém, implicite envolvimento criminal de nenhum dos citados nos crimes de Epstein.

Entre as imagens divulgadas, Bill Clinton aparece em várias fotografias, inclusive ao lado de Maxwell em situações informais, o que reacendeu o interesse público sobre as relações entre o ex-presidente e Epstein. Apesar da recorrência de seu nome e imagem nos arquivos, Clinton não foi acusado de qualquer crime relacionado ao caso, e seus representantes afirmam que ele desconhecia as ações ilegais de Epstein e encerrou a relação antes de os crimes se tornarem públicos.

Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, surge em registros que o posicionam em momentos sociais associados a Epstein, mas, assim como Clinton, não existe qualquer prova de participação em atividades ilícitas, nem investigação formal contra ele em decorrência desses arquivos.

Especialistas alertam que a simples presença de nomes ou imagens nos arquivos de Epstein não constitui evidência de culpa ou participação em crimes. Muitos dos materiais divulgados estão fortemente redigidos, sem datas ou contexto claro, o que dificulta conclusões diretas sobre o significado desses registros.

A divulgação dos chamados Epstein files segue controversa, com debates sobre transparência versus privacidade das vítimas, e continua a gerar repercussão internacional à medida que novas partes dos arquivos são tornadas públicas.