Brasil deve crescer menos de 2% em 2026, abaixo da média global, dizem projeções econômicas

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Brasil deve crescer menos de 2% em 2026, abaixo da média global, dizem projeções econômicas

A economia brasileira deve desacelerar em 2026 e registrar um crescimento inferior a 2%, ficando atrás da expectativa de expansão da economia mundial, segundo projeções compiladas de instituições financeiras, organismos internacionais e pesquisas de mercado. O crescimento abaixo da média global reforça desafios domésticos e externos para a retomada econômica no próximo ano.

De acordo com o Boletim Focus, levantamento semanal divulgado pelo Banco Central, o mercado financeiro projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá cerca de 1,8% em 2026, número que representa uma desaceleração na comparação com a projeção de 2,26% para 2025. Organizações internacionais também estimam que o crescimento global no mesmo período deve variar entre 2,4% e 3,1%, o que colocaria o país abaixo da média mundial.

Outras instituições, como a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), projetam que o PIB brasileiro deve crescer cerca de 1,7% em 2026, após expansão de 2,4% em 2025, refletindo uma moderação da atividade econômica diante de juros elevados e incertezas externas. Relatórios de centros de pesquisa e consultorias também apontam para taxas próximas de 1,5% a 1,9%, dependendo do cenário considerado, com pressões de políticas monetárias restritivas e menor impulso do investimento.

Entre os fatores que explicam essa perspectiva estão o ambiente global mais desafiador, com política monetária apertada em várias economias e incertezas comerciais e geopolíticas, e restrições internas, como níveis de investimento ainda fracos e disputa entre estímulos fiscais e contenção inflacionária.

Apesar da desaceleração, especialistas ressaltam que o crescimento próximo a 2% ainda é compatível com uma economia em transição, buscando equilibrar controle da inflação e estímulo à atividade econômica. No entanto, a performance aquém da média global pode indicar impactos mais fortes no emprego, renda e confiança empresarial, reforçando a necessidade de reformas e políticas estruturais para elevar o potencial de crescimento no longo prazo.

O quadro delineado para 2026 aponta para um ano de ajustes econômicos, em que o Brasil enfrentará desafios tanto na esfera interna quanto no contexto internacional, com a necessidade de estratégias que articulem crescimento sustentável com estabilidade macroeconômica.