Brasil enfrenta deterioração fiscal com déficit recorde desde o Plano Real

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Brasil enfrenta deterioração fiscal com déficit recorde desde o Plano Real

O Brasil atravessa um momento de forte deterioração fiscal, com projeções de déficits nas contas públicas que podem atingir níveis recordes desde a estabilização da moeda com o Plano Real, em 1994. Analistas econômicos e dados internacionais indicam que a combinação de gastos públicos elevados e endividamento crescente colocou o país em uma trajetória de desequilíbrio orçamentário persistente.

Segundo economistas, a atual administração federal está a caminho de registrar um dos maiores rombos das contas públicas desde a implementação do Real. O cálculo do déficit é feito por meio do **déficit nominal — que inclui não apenas o saldo entre receitas e despesas, mas também o pagamento de juros da dívida pública — e já é estimado em níveis próximos a 9% do Produto Interno Bruto (PIB).

O cenário fiscal do Brasil também é preocupado em uma perspectiva comparativa: o país se destaca entre as nações emergentes como um dos que apresentam os maiores déficits nominais do mundo, ficando atrás apenas de poucos outros como a Bolívia e superando grande parte dos seus pares, incluindo economias de peso como Índia e China em determinados anos

Especialistas, como o economista Fabio Giambiagi, têm chamado a atenção para essas tendências, apontando que o déficit nominal elevado decorre, em grande parte, do peso dos juros da dívida pública em um contexto de taxas de juros historicamente altas, que elevam os custos com amortizações e juros.

Além disso, dados internacionais reforçam que o Brasil possui um dos maiores níveis de dívida pública entre os países emergentes, superado apenas por algumas economias com dimensões políticas e econômicas distintas.

Para especialistas, a persistência de déficits elevados expõe o País a riscos de curto e longo prazo, incluindo pressões sobre a confiança dos investidores, limitações para o financiamento de políticas públicas e aumento de custos da dívida no futuro. A necessidade de um ajuste fiscal mais consistente e de reformas estruturais tem sido frequentemente apontada como essencial para restaurar a sustentabilidade das contas públicas brasileiras.