A Câmara dos Deputados deve encerrar 2025 com despesas que ultrapassam os R$ 6,5 bilhões, valor aproximadamente R$ 500 milhões superior ao gasto registrado em 2024, segundo levantamento publicado em veículos de imprensa. O montante representa o custo de manutenção do Poder Legislativo federal para os brasileiros ao longo dos últimos 12 meses.
De acordo com a coluna que divulgou os números, a despesa inclui salários de deputados e servidores, custeio de gabinetes, funcionamento de comissões, obras e outras despesas operacionais — o que tem chamado atenção num ano de forte debate sobre ajuste fiscal no Brasil.
A comparação com 2024 mostra um crescimento significativo: naquele ano, os gastos totalizaram cerca de R$ 6,4 bilhões, também incluindo os pagamentos de pessoal e as despesas administrativas da Casa.
Especialistas em finanças públicas e transparência apontam que esse aumento ocorre em um contexto de pressões orçamentárias em outras áreas prioritárias do Estado, como saúde e educação — que, segundo dados oficiais, consomem grande parte do orçamento federal.
Além disso, a nova Lei Orçamentária Anual para 2026 aprovada pelo Congresso prevê um total de R$ 6,5 trilhões em despesas para toda a União, refletindo um quadro fiscal apertado em que recursos são disputados entre Poderes, programas sociais e investimentos públicos.
Críticos à atuação da Câmara destacam ainda que, apesar do crescimento dos gastos, há pouca transparência no detalhamento de algumas rubricas — o que dificulta o acompanhamento pelos cidadãos e pela sociedade civil. A ferramenta Operación Serenata de Amor, por exemplo, desenvolvida para fiscalizar gastos públicos no Brasil, monitora despesas parlamentares à procura de irregularidades ou desperdícios.
Internamente, parlamentares defendem que os recursos são necessários para manter a atividade legislativa funcionando com estruturas de apoio, tecnologia, pessoal e projetos de lei em trâmite, especialmente em um ano marcado por intensa atividade normativa e política.
No entanto, a expansão dos custos da Câmara em 2025 alimenta o debate sobre a necessidade de maior controle de gastos e eficiência no uso dos recursos públicos, num momento em que a sociedade brasileira discute prioridades orçamentárias em meio a desafios econômicos e pressões inflacionárias em diversas áreas do serviço público.