Centro-Oeste lidera entre as cinco regiões do Brasil na prévia do PIB, mostram dados do Banco Central

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Centro-Oeste lidera entre as cinco regiões do Brasil na prévia do PIB, mostram dados do Banco Central

A região Centro-Oeste apresentou o melhor desempenho econômico do país em 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira. O Índice de Atividade Econômica Regional, conhecido como IBC-BR — considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) — mostra que o Centro-Oeste acumulou alta de 5,8% no ano até outubro, superando todas as outras quatro regiões brasileiras.

De acordo com a divulgação, o crescimento econômico nas demais regiões foi inferior: o Norte registrou alta de 3,4%, o Sul 2,9%, o Nordeste 2,1% e o Sudeste, que teve o menor desempenho, avançou apenas 1,6% no mesmo período. Esses números já consideram efeitos sazonais para permitir comparações mais precisas ao longo do ano.

Ao se analisar o desempenho em 12 meses até outubro, o Centro-Oeste manteve a liderança, com avanço de 5,9% no IBC-BR — índice que capta dados mensais de produção, serviços e outros componentes da atividade econômica e é amplamente utilizado como termômetro do PIB pelo mercado e pelo BC.

Apesar dos números acumulados positivos, o relatório também destacou que a atividade econômica tem apresentado sinais de desaceleração em bases mensais dessazonalizadas, com o Centro-Oeste registrando uma queda de 2,2% na última leitura mensal, seguida por retrações em outras regiões importantes.

Economistas indicam que esse desempenho do Centro-Oeste pode estar relacionado ao papel do agronegócio, forte na produção de grãos e produtos agropecuários, que tem impulsionado a economia regional mesmo em um ambiente de juros elevados e incertezas em outros setores.

O IBC-BR, publicado mensalmente pelo BC, agrupa dados de diversos setores e costuma antecipar as tendências que serão refletidas posteriormente no PIB oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ser divulgado com defasagem de tempo.

Analistas financeiros e consultorias destacam que, embora o crescimento regional seja um sinal positivo para a economia brasileira, as diferenças entre as regiões mostram um quadro heterogêneo, no qual algumas áreas — como a Sudeste — enfrentam ritmos mais lentos, enquanto outras se beneficiam de fatores estruturais específicos.

Especialistas também ressaltam que a liderança do Centro-Oeste no indicador reforça a importância econômica do setor agroindustrial e sua capacidade de mitigar efeitos negativos de ciclos mais fracos em segmentos como consumo e indústria em outras partes do país.

O desempenho regional no IBC-BR será observado de perto por investidores e formuladores de política econômica, já que pode influenciar projeções sobre crescimento do PIB nacional em 2025 e 2026, bem como decisões relacionadas à taxa de juros e previsão de atividade econômica para os próximos trimestres.