Chipre assume presidência da União Europeia

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Chipre assume presidência da União Europeia

Nesta quinta-feira, 1.º de janeiro de 2026, a República de Chipre oficialmente assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, marcando o início de um mandato de seis meses que vai até 30 de junho deste ano sob o lema “Uma União autónoma, aberta ao mundo”. A presidência cipriota sucedeu à da Dinamarca e faz parte do atual trio de presidências que inclui Polônia, Dinamarca e Chipre.

A presidência do Conselho da UE é um papel institucional essencial, embora não executivo, no qual o país que assume preside às reuniões ministeriais, ajuda a organizar a agenda legislativa e facilita o diálogo entre os Estados-membros e outras instituições da União Europeia.

O governo cipriota, liderado pelo presidente Nikos Christodoulides, tem enfatizado que a sua atuação será focada em fortalecer a autonomia estratégica da União Europeia, incluindo áreas como segurança e defesa, competitividade económica, transição energética, digitalização e migração, além de prosseguir o apoio à Ucrânia diante da continuidade do conflito com a Rússia.

Chipre também pretende trabalhar para aproximar soluções para o Pacto Europeu sobre Migração e Asilo, que deve entrar em vigor em 2026, e avançar negociações sobre o quadro financeiro plurianual da UE, que definirá o orçamento da União para os próximos anos.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, destacou que a presidência cipriota ocorre num “momento crucial para a Europa”, e que se espera trabalho conjunto em migração, competitividade, coesão social e estabilidade regional.

Por ser um Estado-membro com pressão migratória significativa e fronteiras no Mediterrâneo oriental, Chipre enfrenta desafios particulares que refletem questões mais amplas da UE, especialmente na gestão de fluxos migratórios e na relação com países terceiros.

Esta é a segunda vez que Chipre ocupa a presidência do Conselho da UE desde a sua adesão ao bloco em 2004, e a primeira desde 2012, colocando a pequena nação insular no centro das negociações comunitárias num período de intensos desafios geopolíticos e económicos.

A presidência cipriota culminará com várias cimeiras e encontros ministeriais ao longo dos seis meses, nos quais Nicósia terá papel de destaque na facilitação de consensos entre os 27 países membros.