Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração

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Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração

Forças de segurança contaram com colaboração da população durante toda a folia; entre as ocorrências registradas, 70% foram de furto de celular

O resultado destacou a atuação coordenada e ostensiva e o uso intensivo de tecnologia e estratégias preventivas, que garantiram um ambiente de tranquilidade para foliões locais e turistas. Com presença massiva das forças de segurança, o Distrito Federal firmou-se como destino de carnaval organizado e seguro e sem registro de ocorrências graves.

Durante o período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos e estações de transporte, resultando na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo.

A atuação preventiva também contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial — que possibilitaram o cumprimento de dois mandados de prisão — e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento por meio da Delegacia Eletrônica na Cidade da Segurança Pública.

No trânsito

Efetivo da Secretaria de Segurança trabalhou direto durante todo o período de folia | Foto: Divulgação/SSP-DF 

O Detran-DF efetuou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares a mais e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool.

“O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado. Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública

A integração entre as forças foi apontada como o principal diferencial do planejamento, aliado a campanhas educativas amplamente divulgadas à população, especialmente sobre a prevenção ao furto de celulares — crime que representa cerca de 70% das ocorrências patrimoniais no período.

“O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado”, reforça o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para quem os bons resultados refletem a soma entre policiamento ostensivo, tecnologia, transparência na divulgação dos dados e participação da sociedade. “Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população.”

Entre sábado (14) e terça (17), a DF Legal registrou cerca de 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos. Foram duas interdições por apresentação irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. A Vara da Infância e da Juventude (VIJ) orientou 216 ambulantes, bares e caixeiros sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes.

Uma inovação foi a revista realizada ao final dos blocos, em que os foliões eram orientados a mostrar o celular desbloqueado aos policiais, numa ação para coibir furtos e roubos de celulares.  “Sabemos que muitos crimes são de oportunidade, especialmente furtos de celular; por isso, nas abordagens de retorno, o policial solicitava que a pessoa apenas mostrasse o aparelho desbloqueado, como forma simples de comprovar a posse”, relata o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “Essa medida preventiva tem caráter educativo, inibe a ação criminosa e reforça a sensação de segurança para quem vem apenas celebrar”.

Polícia Militar

Com um efetivo médio de 2 mil policiais por dia, a PMDF garantiu um carnaval seguro nos quatro dias de folia no DF. Até o fim da operação, a Polícia Militar apreendeu 106 porções de drogas , 459 armas brancas, uma arma de fogo e dois foragidos. 

As principais linhas de abordagem foram montadas próximo aos blocos, nas saídas do metrô e na Rodoviária do Plano Piloto. Assim, foi possível evitar que, além das armas brancas, armas de fogo e entorpecentes, 595 objetos proibidos adentrassem nos locais das festividades.

3.600  

Número de veículos que passaram por abordagem da PMDF

A PMDF seguiu com a tradicional campanha de identificação infantil. A corporação montou um estande móvel nos blocos infantis e disponibilizou uma carteirinha para impressão no portal da corporação. Ao todo, foram confeccionadas 1.868 identificações.

A Sala Lilás Itinerante, modalidade de atendimento humanizado voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência ou importunação, esteve plenamente operacional durante o Carnaval. Foram nove registros de utilização do espaço e 300 panfletos distribuídos, o que demonstra a eficácia das medidas preventivas e o pronto suporte oferecido àqueles que transitaram pelos eventos.

No trânsito, os policiais militares abordaram 3.600 veículos, tendo registrado 492 motoristas dirigindo sob a influência de álcool. 

“Estamos vivendo o terceiro ano consecutivo de um Carnaval marcado por organização, planejamento e resultados positivos para a segurança pública do Distrito Federal”, ressaltou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka. “Também é fundamental reconhecer a colaboração da sociedade, que compreendeu a importância das abordagens e revistas, e da imprensa, que contribuiu para orientar e conscientizar. Segurança se constrói de forma coletiva.”

Polícia Civil

Durante a Operação Carnaval 2026, a Polícia Civil do DF registrou 291 ocorrências, conforme levantamento do Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI/PCDF). Desse total, 38 resultaram em flagrante, evidenciando a pronta atuação das equipes ao longo do período festivo. No Carnaval de 2025, foram contabilizadas 337 ocorrências e 41 flagrantes, o que representa uma redução no total de registros em 2026, demonstrando a efetividade do planejamento operacional e das ações integradas de segurança.