A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Distrito Federal nas eleições de 2026 vem se desenhando com destaque na preferência dos eleitores, conforme pesquisas recentes apontam cenários competitivos e presença de nomes consolidados no cenário local. Michelle Bolsonaro (PL) e o governador Ibaneis Rocha (MDB) despontam como favoritos à ocupação das vagas, mas a briga pela segunda cadeira ainda mostra variações entre os institutos de pesquisa.
Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data, realizado entre 6 e 8 de dezembro com 1.200 eleitores, Michelle Bolsonaro lidera a preferência com cerca de 28% das intenções de voto estimuladas, seguida por Ibaneis Rocha com 21%. Também foram testados outros nomes, como Leila do Vôlei (PDT), com cerca de 16%, Erika Kokay (PT), com 14%, e outros candidatos menos pontuados.
Essa tendência de liderança da ex-primeira-dama é reforçada por outros levantamentos divulgados pelo mesmo instituto e por veículos como o Correio da Manhã, que destacam Michelle e Ibaneis à frente em diferentes cenários, inclusive quando os nomes dos candidatos variam nas simulações.
Pesquisas anteriores, como a do Paraná Pesquisas, já indicavam Michelle e Ibaneis tecnicamente empatados na preferência dos brasilienses, reforçando sua condição de favoritos mesmo meses antes dos levantamentos mais recentes.
Outras sondagens locais, como a pesquisa do Instituto Opinião, mostram a liderança de Michelle Bolsonaro para o Senado em contexto que também envolve intenções de voto para outros cargos, sinalizando sua forte presença na capital federal.
Entre os nomes que aparecem na disputa, Leila do Vôlei, tradicional figura política no Distrito Federal, tem pontuado em pesquisas intermediárias, assim como Erika Kokay, Sebastião Coelho (Novo) e, em cenários alternativos, até nomes do mesmo partido de Bolsonaro como Bia Kicis, em simulações sem a presença de Michelle.
O quadro eleitoral ainda é mutável, com uma parcela significativa de eleitores ainda indecisa ou que pode mudar de preferência ao longo do próximo ano. A proximidade com a data oficial das eleições tende a influenciar tanto a consolidação de candidaturas quanto a formação de alianças, apontando para uma disputa pelo Senado no DF com forte presença de correntes de centro e direita, mas com espaço para candidaturas de esquerda mobilizarem suporte até outubro de 2026.