"Efeito Ozempic" obriga varejo alimentar a adaptar gôndolas e estratégias de venda

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"Efeito Ozempic" obriga varejo alimentar a adaptar gôndolas e estratégias de venda

Avanço das canetas emagrecedoras altera comportamento de consumo e força supermercados a priorizar produtos saudáveis

O crescimento exponencial do uso de medicamentos análogos ao GLP-1, como o Ozempic, está gerando uma transformação estrutural no varejo alimentar brasileiro. Com a redução drástica do apetite e a mudança nas preferências dos consumidores, as grandes redes de supermercados já registram queda na procura por ultraprocessados.

Estatísticas indicam que pacientes em tratamento tendem a gastar menos com calorias vazias e a investir mais em proteínas magras e alimentos frescos. Esse novo perfil de compra exige que o setor de food retail reorganize o layout das lojas, priorizando itens que atendam às novas restrições dietéticas.

Analistas do setor apontam que a tendência não é passageira e deve impactar as margens de lucro de categorias tradicionais, como bebidas açucaradas e snacks. As empresas que não adaptarem seu mix de produtos para o bem-estar correm o risco de perder relevância em um mercado cada vez mais medicado.

Para mitigar perdas, o varejo aposta na oferta de porções menores e em programas de fidelidade voltados para a nutrição preventiva. A expectativa é que o faturamento migre de volume para valor agregado, acompanhando a jornada de saúde e a nova consciência alimentar dos clientes.