EUA Bombardeiam Costa do Irã para Reabrir Estreito de Ormuz

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EUA Bombardeiam Costa do Irã para Reabrir Estreito de Ormuz

Forças americanas utilizam "bunkers busters" contra baterias de mísseis; bloqueio do canal entra na terceira semana e faz petróleo disparar

A guerra no Oriente Médio atingiu um novo e crítico patamar nesta terça-feira (17 de março de 2026). O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a realização de ataques aéreos massivos contra instalações militares na costa do Irã, utilizando bombas de penetração profunda (conhecidas como "bunker busters"). O objetivo da operação é neutralizar as baterias de mísseis antinavio que mantêm o Estreito de Ormuz bloqueado desde o dia 28 de fevereiro.

Detalhes da Operação Militar

Segundo o Pentágono, a ofensiva utilizou munições de precisão GBU-72 Advanced 5K Penetrator, que pesam mais de 2,3 toneladas e são capazes de destruir alvos fortificados e subterrâneos.

  • Alvos Estratégicos: O foco foram os sítios de lançamento de mísseis de cruzeiro iranianos que representam uma ameaça direta a qualquer embarcação que tente atravessar o canal.
  • Justificativa dos EUA: O governo americano afirma que a ação é uma medida de "legítima defesa coletiva" para restaurar a liberdade de navegação em uma rota por onde passa um quinto do petróleo mundial.
  • Postura de Trump: O presidente Donald Trump declarou que os EUA agiram sozinhos após a recusa de aliados da OTAN, Japão e Coreia do Sul em participar de uma missão de escolta. "Não precisamos da ajuda de ninguém", afirmou o presidente em suas redes sociais.

O Bloqueio e o Impacto Global

O Estreito de Ormuz está paralisado desde que o Irã anunciou o fechamento total da via em retaliação aos ataques iniciais de EUA e Israel em fevereiro.

  1. Crise Energética: Com o bloqueio, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia estão impedidos de chegar ao mercado, o que já empurrou o preço do Brent acima dos US$ 105.
  2. Desabastecimento: Além do petróleo, a rota é vital para o Gás Natural Liquefeito (GNL) e fertilizantes, o que já começa a afetar a produção agrícola global.
  3. Tensões em Teerã: O ataque ocorre poucas horas após Israel confirmar a morte de Ali Larijani, peça-chave do regime iraniano, em um bombardeio em Teerã, aprofundando o caos interno no país.

Repercussão e Riscos

O Parlamento iraniano reagiu duramente, alertando que a situação no estreito "nunca voltará a ser a mesma". Analistas de geopolítica temem que o uso de bombas de penetração profunda force o Irã a utilizar suas últimas reservas de mísseis contra navios ocidentais ou a intensificar a guerra de minas navais, o que tornaria a reabertura do canal um processo lento e extremamente perigoso.