O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou nesta segunda-feira (22) que triplicou o incentivo financeiro oferecido a imigrantes em situação irregular que deixarem o país voluntariamente até 31 de dezembro de 2025. O valor passou de US$ 1.000 para US$ 3.000, além da oferta de passagem aérea gratuita para o país de origem, parte de uma iniciativa do governo do presidente Donald Trump para acelerar a saída de pessoas sem documentação legal.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou em comunicado que o incentivo — apelidado de “bônus de saída” — está disponível a quem se registrar e completar o processo de autodeportação pelo aplicativo CBP Home até o fim do ano. A estratégia também inclui a isenção de algumas multas civis associadas à permanência irregular no país, incentivando que imigrantes optem por sair de forma voluntária.
Segundo o DHS, a campanha busca ampliar medidas de remoção anteriores e cumprir promessas de Trump de realizar a maior campanha de deportação da história dos EUA, combinando incentivos financeiros com maior rigor na fiscalização. Desde o início de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca, cerca de 1,9 milhão de imigrantes ilegais teriam deixado o país voluntariamente, muitos por meio do programa de autodeportação, enquanto mais de 622 mil foram formalmente expulsos por autoridades migratórias.
O bônus de US$ 3.000, válido apenas até 31 de dezembro, foi promovido por Noem como uma oportunidade para que os imigrantes “cheguem a casa a tempo do Natal”, ao mesmo tempo em que o DHS advertiu que quem não aproveitar a oferta corre o risco de ser encontrado, detido e removido forçosamente, sem possibilidade de retorno.
A política de autodeportação utiliza o CBP Home, um aplicativo desenvolvido pelo governo para facilitar a declaração de intenção de saída e o processamento dos participantes no programa.
Essa medida integra uma ampla estratégia de Trump para intensificar o controle migratório em 2026, com promessa de mais recursos, contratação de agentes e ampliação de centros de detenção, num contexto de forte debate político sobre imigração e direitos humanos nos EUA.
A iniciativa tem gerado críticas de organizações pró-imigração e líderes religiosos, que alertam para potenciais separações familiares e impactos humanitários, especialmente durante o período de festas de fim de ano.