O senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) representa um duro golpe para o Partido Liberal e reforça, segundo ele, um ambiente de injustiça nas decisões que atingem a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram dadas após a confirmação da perda do mandato, em entrevista à imprensa.
Para Fagundes, a cassação é politicamente prejudicial ao PL, especialmente em um momento em que o partido tenta reorganizar suas lideranças e preservar seu capital eleitoral para os próximos pleitos. “Infelizmente, é ruim para nós do PL, muito ruim. A decisão já foi tomada pelo presidente da Câmara e praticamente não há como recorrer na Justiça”, afirmou o senador, demonstrando resignação diante do desfecho do processo.
Apesar das críticas, o parlamentar reconheceu que o caso envolve um fundamento legal objetivo. Segundo ele, o principal fator que levou à cassação foi a ausência prolongada de Eduardo Bolsonaro do país. “Ele resolveu ir para os Estados Unidos, e a legislação é clara. Quando o deputado se afasta por mais de 121 dias, corre esse risco”, explicou Fagundes, ao mencionar as normas que regem o exercício do mandato parlamentar.
Ainda assim, o senador avaliou que o contexto político amplia o impacto da decisão. Em suas declarações, Fagundes citou restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo do que considera um tratamento excessivamente rigoroso. “Há quanto tempo o presidente Bolsonaro não pode falar, não pode nem receber visitas. Para receber alguém, precisa de autorização do ministro Alexandre”, afirmou, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Fagundes relatou que manteve diálogo frequente com Flávio Bolsonaro e com o ex-presidente, mas que não voltou a conversar com Eduardo desde sua ida aos Estados Unidos. Para o senador, a cassação aprofunda um sentimento de perda e dificuldade dentro do partido.
A saída definitiva de Eduardo Bolsonaro da Câmara reforça o discurso de perseguição adotado por aliados do ex-presidente e tende a intensificar a mobilização política do bolsonarismo, ao mesmo tempo em que reacende o debate sobre limites legais, responsabilidades parlamentares e consequências políticas das decisões institucionais no Brasil.
O ChatG