Filhos de Bolsonaro criticam decisão do STF nas redes sociais após negativa de prisão domiciliar

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Filhos de Bolsonaro criticam decisão do STF nas redes sociais após negativa de prisão domiciliar

Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro reagiram com ataques ao ministro Alexandre de Moraes e questionaram avaliação médica que manteve o ex-presidente em prisão comum

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar novamente o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus filhos recorreram às redes sociais para criticar duramente a decisão. A negativa foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que não houve agravamento do estado de saúde do ex-chefe do Executivo e que os cuidados necessários podem ser oferecidos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro deve retornar após alta médica.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi um dos mais incisivos nas críticas. Em sua conta no X (antigo Twitter), ele acusou o ministro de “praticar tortura” e questionou o laudo médico que teria sido usado para negar a domiciliar, afirmando que o pai precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos na prisão — chegando a mencionar até o risco de AVC devido às complicações médicas relatadas pela defesa.

Já o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou publicamente, dizendo que a decisão ocorreu “mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados do meu pai”. Para ele, a negativa desconsidera os argumentos técnicos apresentados pela defesa e teria uma motivação além da mera avaliação jurídica.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se posicionou nas redes sociais, afirmando que a decisão representaria uma violação de direitos e ausência de base humanitária ou jurídica para manter Bolsonaro em regime fechado. Em suas publicações, Eduardo chegou a sugerir que a postura de Moraes estaria ligada a interesses políticos, em vez de uma análise imparcial do caso.

As publicações dos três filhos do ex-presidente convergem em questionar não apenas a natureza da decisão do STF, mas também a conduta do ministro Alexandre de Moraes, figura frequentemente alvo de críticas de setores bolsonaristas que o acusam de excesso de poder ou interpretação rígida da lei — acusações que o ministro e seus defensores negam, afirmando agir dentro das prerrogativas legais para proteger a ordem democrática.

Esse episódio ocorre em meio ao período em que Bolsonaro esteve internado no Hospital DF Star, em Brasília, por cirurgias recentes (incluindo tratamento para hérnia e complicações de soluços persistentes), e agora retorna à sede da Polícia Federal para continuar cumprindo sua pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, condenação confirmada pelo STF no ano anterior.

A reação dos filhos ilustra o clima de tensão política em torno do caso — com manifestações nas redes sociais, acusações de parcialidade e uma disputa de narrativas públicas sobre direitos, saúde e aplicação da lei no Brasil contemporâneo.