Brasília — O governo federal publicou nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União, o Decreto nº 12.797 que oficializa o novo valor do salário mínimo no Brasil, que passará a ser **R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um reajuste de 6,79% em relação ao piso vigente de R$ 1.518,00.
O aumento decorre da aplicação das regras estabelecidas pela Política de Valorização do Salário Mínimo, que combina a correção pela inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses até novembro com o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes — no caso, o PIB de 2024 — limitado pelo arcabouço fiscal.
Com o reajuste, o valor diário do salário mínimo ficará em R$ 54,04 e o valor por hora trabalhada, em R$ 7,37. O novo piso começa a vigorar em 1º de janeiro, com os primeiros pagamentos ajustados sendo feitos a partir de fevereiro de 2026.
Especialistas destacam que o novo valor terá impacto direto não apenas sobre os trabalhadores que ganham o mínimo, mas também sobre milhões de brasileiros que recebem benefícios vinculados ao piso, como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e BPC (Benefício de Prestação Continuada).
O reajuste também representa ganho real acima da inflação, uma diferença em relação a políticas adotadas em anos anteriores, quando o mínimo era reajustado apenas pelo índice de preços.
Apesar do avanço, entidades trabalhistas, como o Dieese, já alertaram em levantamentos prévios que o salário mínimo, mesmo com o reajuste, ainda está distante do valor considerado suficiente para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas no Brasil.
O reajuste do mínimo é um dos principais termômetros das políticas de renda no país e será um ponto de debate nas discussões econômicas e sociais ao longo de 2026.