O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o ano de 2025 com valorização acumulada de cerca de 34%, consolidando um dos melhores desempenhos anuais dos últimos nove anos. O avanço foi registrado após alta de 0,40% no último pregão do ano, com fechamento aos 161.125,37 pontos na B3, em 30 de dezembro.
O desempenho de 2025 representa o melhor resultado anual para o índice desde 2016, quando a alta fora de quase 39% — num ano também marcado por forte otimismo dos investidores. A trajetória de valorização foi impulsionada por fluxo consistente de capital estrangeiro, queda do dólar frente ao real e expectativas de redução de juros futuros, o que tornou os ativos brasileiros mais atrativos para investidores globais.
Ao longo do ano, o Ibovespa também vivenciou múltiplos recordes de preço, com o índice renovando suas máximas históricas em diversas sessões de 2025, reflexo do movimento prolongado de recuperação das ações de grandes empresas e de setores ligados à economia doméstica, como educação, financeiro e construção civil.
Outro fator relevante foi a queda do dólar, que encerrou o ano com recuo de cerca de 11% frente ao real, fortalecendo o apelo de ativos brasileiros em moeda local para investidores estrangeiros.
Apesar do cenário de juros elevados no país — com a taxa Selic em níveis historicamente altos — o mercado acionário brasileiro se destacou entre os emergentes, reflexo de um mix de fatores internos e externos que favoreceu a bolsa ao longo de 2025.
À medida que entra em 2026 sob influência de expectativas eleitorais e potenciais cortes de juros, os analistas destacam que o Ibovespa pode enfrentar novos desafios e volatilidade, à medida que os mercados reajustem suas projeções diante de um ambiente político e econômico dinâmico.
O resultado reforça a importância da bolsa como termômetro da confiança dos investidores no Brasil e pode influenciar decisões de alocação de capital no início de 2026, especialmente em um ano marcado por eleições nacionais e perspectivas de mudanças nas políticas econômicas.