Ao completar três anos de gestão (2023–2025) sob o comando do governador Eduardo Riedel (PSDB), o governo de Mato Grosso do Sul (MS) construiu um balanceado conjunto de avanços econômicos, entregas de infraestrutura e eficiência administrativa, mas também enfrenta desafios estruturais que precisarão ser enfrentados com igual vigor à medida que se aproxima o fim do mandato em 2027.
Um dos principais pilares da administração foi o planejamento estratégico e o cumprimento de metas, como evidenciado pela reunião do governador com seu secretariado em dezembro de 2025, onde foram apresentados avanços em diversas áreas, incluindo educação profissional, saúde e infraestrutura, além de programas sociais que visam reduzir a pobreza extrema e ampliar serviços à população.
Economicamente, Mato Grosso do Sul tem se destacado no cenário nacional. Projeções econômicas apontam que o estado lidera a expectativa de crescimento do PIB em 2025, com estimativas de expansão robusta impulsionadas por agronegócio moderno, investimentos produtivos e diversificação setorial — números que superam a média nacional e consolidam o MS como um polo econômico da região Centro-Oeste. Além disso, o IBGE registrou crescimento do PIB estadual em 2023 acima de 13%, um dos maiores entre os estados brasileiros, refletindo resiliência e dinamismo econômico.
Do ponto de vista da governança e transparência fiscal, o balanço geral das contas de 2023 recebeu avaliação positiva, com aprovação das contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e manutenção de padrão de transparência em demonstrativos contábeis e fiscais — sinais de responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
No entanto, desafios permanecem. Os gastos com pessoal chegaram ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2025, demandando ajustes e maior eficiência no controle de despesas para preservar a saúde fiscal do estado e evitar restrições a convênios federais ou operações de crédito.
Além disso, o governo precisa consolidar avanços em políticas públicas sustentáveis e de longo prazo, como adaptação às mudanças climáticas no Pantanal, e fortalecer parcerias tanto federais quanto regionais — um esforço que vem sendo ampliado por meio de ações conjuntas para prevenção e combate a incêndios, por exemplo.
Em síntese, os três anos de gestão de Riedel em Mato Grosso do Sul mostram um equilíbrio pragmático entre crescimento econômico, planejamento público e responsabilidade fiscal, acompanhado de um compromisso com entregas sociais e estruturais. Contudo, para transformar o estado em referência sustentável de desenvolvimento, será essencial manter o foco em gestão fiscal eficiente, inovação e políticas que respondam às demandas sociais e ambientais do século XXI.
Esse balanço é baseado em dados oficiais e projeções econômicas, assim como reportagens locais e análises de desempenho institucional do governo de Mato Grosso do Sul.