Mato Grosso lidera ranking nacional de feminicídios por 100 mil mulheres em 2025

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Mato Grosso lidera ranking nacional de feminicídios por 100 mil mulheres em 2025

O Brasil encerra 2025 com um cenário alarmante de violência de gênero. Segundo o Monitor de Feminicídios no Brasil (Lesfem/UEL), o país registrou 5,12 feminicídios por 100 mil mulheres entre janeiro e outubro, o que representa o maior índice proporcional dos últimos sete anos. A análise por taxa — e não por números absolutos — mostra que Mato Grosso é o estado campeão em feminicídios no Brasil em 2025, com 19,6 casos por 100 mil mulheres, mais de três vezes a média nacional.

Os estados com maiores taxas de feminicídio em 2025

De acordo com o levantamento do Lesfem, os estados que mais preocupam proporcionalmente são:

  • 🥇 Mato Grosso — 19,6 casos por 100 mil mulheres
  • 🥈 Amapá — 18,9 casos por 100 mil mulheres
  • 🥉 Rondônia — 14,6 casos por 100 mil mulheres
  • Tocantins — 14,0 casos por 100 mil mulheres
  • Mato Grosso do Sul — 13,8 casos por 100 mil mulheres
    Esses cinco estados concentram as maiores taxas proporcionais de feminicídio do país, superando com folga a média nacional de 5,12.

Por que Mato Grosso lidera

O alto índice mato-grossense é explicado por um conjunto de fatores: crescimento populacional acelerado, desigualdade regional, ampliação da violência doméstica e fragilidade na rede de proteção à mulher. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 80% dos casos de feminicídio em Mato Grosso ocorreram dentro de casa e 75% foram cometidos por parceiros ou ex-companheiros.

A secretária adjunta de Segurança Pública do estado, Carla Cecília Barros, afirmou que o governo tem reforçado o atendimento de delegacias especializadas e ampliado o número de medidas protetivas, mas reconhece que os índices “ainda refletem uma cultura de violência de gênero persistente nas regiões de menor infraestrutura social”.

Comparativo regional

Os estados do Centro-Oeste e do Norte continuam apresentando as maiores taxas proporcionais de feminicídio, enquanto o Sudeste, especialmente São Paulo, aparece com os menores índices relativos — cerca de 2,2 por 100 mil mulheres, apesar de ter o maior número absoluto de casos.

Cenário nacional

O Brasil contabilizou cerca de 5.600 feminicídios consumados e tentados em 2025, o que equivale a uma média de quatro assassinatos de mulheres por dia motivados por gênero. A situação reforça a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento e combate à impunidade.

Conclusão

Com 19,6 feminicídios por 100 mil mulheres, Mato Grosso lidera o ranking nacional de feminicídios em 2025, seguido por Amapá e Rondônia. O dado revela que o problema não está concentrado em grandes centros urbanos, mas sim em regiões com menores estruturas de proteção e alto índice de violência doméstica, consolidando o estado como o mais crítico do país em termos proporcionais de violência de gênero.