Nova modalidade criada pela reforma tributária amplia oportunidades e representa saída para trabalhadores diante dos desafios do mercado
Com os desafios cada vez maiores da economia brasileira — como inflação persistente, desemprego estrutural e renda informal — uma nova forma de trabalho vem ganhando força como opção de geração de renda: o nanoempreendedorismo. A modalidade, criada no contexto da reforma tributária de 2025, oferece um caminho mais leve e acessível para quem deseja empreender com baixo investimento e sem burocracia excessiva.
O nanoempreendedorismo foi formalizado como uma categoria tributária diferenciada para pessoas físicas que têm receita bruta anual de até R$ 40,5 mil — metade do limite do Microempreendedor Individual (MEI). A ideia é incluir trabalhadores que, por atuarem com atividades de pequeno porte ou renda reduzida, não se beneficiariam das regras tradicionais de microempresa, permitindo-lhes operar de maneira regular com menor carga tributária e requisitos simplificados.
Especialistas e órgãos de apoio ao empreendedorismo destacam que essa modalidade tem impacto social e econômico relevante, especialmente em tempos de incerteza: ela oferece um ponto de partida para quem busca complementar a renda ou testar um modelo de negócio com riscos financeiros reduzidos, além de incentivar a formalização de atividades que tradicionalmente atuavam na informalidade.
Organizações voltadas ao desenvolvimento local e à inclusão digital já observam crescimento no interesse por capacitações, redes de apoio e plataformas tecnológicas dedicadas ao nanoempreendedor. Iniciativas como a Recifes Digitais, por exemplo, atuam como catalisadoras desse movimento — oferecendo formação, mentoria e suporte tecnológico para quem quer começar um empreendimento com poucos recursos.
O cenário macroeconômico também favorece a adoção dessa alternativa: com a abertura de 4,6 milhões de novos pequenos negócios no Brasil em 2025, um recorde histórico que superou o resultado de 2024, a tendência de expansão de atividades empreendedoras reforça a importância de categorias inclusivas como o nanoempreendedorismo.
Para muitos brasileiros, o nanoempreendedorismo representa mais do que um meio de sobreviver às adversidades econômicas — é um meio de transformar habilidades individuais em oportunidades de trabalho autônomo e renda estável, contribuindo para a diversificação da economia e a redução da dependência de empregos formais em um mercado cada vez mais competitivo.