Natal de 2025 no varejo brasileiro é marcado por consumo cauteloso e desafios econômicos

· 1 min de leitura
Natal de 2025 no varejo brasileiro é marcado por consumo cauteloso e desafios econômicos

O Natal de 2025 no varejo brasileiro tem sido caracterizado por consumidores mais cautelosos e tráfego fraco em lojas físicas e plataformas digitais, de acordo com o banco de investimentos BTG Pactual. A instituição aponta que condições macroeconômicas restritivas — como juros elevados e crédito caro — limitaram o ritmo de consumo nessa data tradicionalmente importante para o comércio.

Segundo o BTG Pactual, os descontos antecipados e agressivos — muitos acima de 25% — pressionaram margens e indicam que as vendas foram mais orientadas por preços do que por volumes, tornando mais difícil para os varejistas compensar meses anteriores de menor faturamento.

Os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sinalizam que as vendas de dezembro podem ficar no mesmo nível ou até abaixo das registradas em dezembro de 2024, com diferença marginal quando ajustadas pela inflação. Em 2024, o crescimento nominal foi de 7,8%, mas o volume físico avançou pouco, sugerindo que parte da alta veio de preços e não de maior quantidade vendida.

Apesar dessas perspectivas mais conservadoras, outras projeções mostram sinais mistos: a CNC estima que o volume de vendas natalinas deve alcançar cerca de R$ 72,7 bilhões em 2025, representando alta de cerca de 2,1% em relação a 2024 e podendo ser o maior resultado em mais de uma década.

Pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que o Natal pode movimentar aproximadamente R$ 84,9 bilhões, com 76% dos consumidores planejando compras natalinas e uma combinação de canais físicos e digitais nas intenções de compra.

Outras análises também sustentam que o consumo brasileiro enfrenta desafios macroeconômicos persistentes. Relatórios internacionais indicam que, apesar de algumas altas mensais nas vendas no varejo ao longo de 2025, o crescimento tem sido modesto e os consumidores mostram comportamento seletivo em face de inflação e taxas de juros elevadas.

Por fim, projeções de mercado e especialistas reforçam que, apesar de recordes potenciais em vendas totais, o padrão de consumo está mais prudente, com famílias buscando preço, valor e planejamento financeiro antes de realizar compras de Natal.