Viviane Barci Moraes, advogada e esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, teve um aumento patrimonial expressivo entre 2023 e 2024, passando de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões — um crescimento de aproximadamente 232%, segundo reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O aumento do patrimônio pessoal de Viviane chamou atenção da mídia por sua magnitude e pelo contexto em que ocorreu, uma vez que ela exerce atividades profissionais como advogada e controla escritórios de advocacia ligados à família, incluindo um novo escritório registrado em Brasília, o Barci e Barci Sociedade de Advogados.
A maior parte do crescimento patrimonial é atribuída à distribuição de lucros de sociedades de advocacia, especialmente do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, no qual Viviane teria recebido cerca de R$ 57 milhões em distribuição de lucros em 2024.
A expansão dos negócios da família também envolve uma empresa vinculada ao grupo, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, que chegou a figurar entre as entidades e pessoas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos em 2025, sob a Lei Global Magnitsky — legislação que prevê sanções contra indivíduos e organizações acusados de violações de direitos humanos ou corrupção. Na prática, a Lei Magnitsky permite bloqueio de ativos e restrições comerciais e financeiras.
Viviane Barci e Alexandre de Moraes foram incluídos na lista de sancionados em setembro de 2025, mas as sanções foram revogadas em 12 de dezembro de 2025, retirando bloqueios e restrições que atingiam o casal e as entidades familiares.
A coincidência entre a data de registro do novo escritório e o momento em que as sanções foram estendidas ao Lex Instituto tem sido destacada por colunistas e repercutida nas redes sociais, embora não haja, até o momento, informações oficiais de irregularidades ou investigações em curso sobre a origem do patrimônio de Viviane.
Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que, embora o crescimento patrimonial seja incomum em termos percentuais, não configura por si só ilegalidade, podendo resultar de expansão de atividades profissionais, reorganização societária e valorização de ativos.
A divulgação dos dados influenciou o debate público sobre transparência e exposição patrimonial de pessoas ligadas a integrantes do Judiciário, tema que continua a gerar repercussão em veículos de comunicação e nas redes sociais.