Pivetta volta a criticar Lula e acusa presidente de “populismo irresponsável” na condução da economia

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Pivetta volta a criticar Lula e acusa presidente de “populismo irresponsável” na condução da economia

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a direcionar críticas contundentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando o chefe do Executivo federal de adotar o que classificou como “populismo irresponsável” na condução da economia brasileira.

As declarações foram dadas em entrevista recente à imprensa mato-grossense, quando Pivetta avaliou o cenário econômico nacional e alertou que o país “não suportaria mais um mandato de Lula” caso o petista seja reeleito em 2026.

“Pelo que a gente vê, a convicção do atual presidente é que ele deve continuar com esse populismo irresponsável, gastando bastante, juros altíssimos, como estão aí, inibindo investimentos. Infelizmente, o futuro não é bom se continuar esse governo aí”, declarou o vice-governador.

Segundo Pivetta, a política fiscal e monetária adotada pelo governo federal tem desestimulado o investimento privado e dificultado o crescimento econômico. Ele criticou o aumento dos gastos públicos, a manutenção de juros elevados e o que considera uma falta de compromisso com o equilíbrio das contas públicas.

O vice-governador, empresário do agronegócio e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, tem mantido uma posição independente dentro do governo Mauro Mendes (União Brasil), e se destaca por adotar um tom mais duro em relação ao governo federal.

Em junho de 2025, Pivetta já havia criticado as mudanças na tributação de investimentos antes isentos de Imposto de Renda, afirmando que “o povo não aguenta mais pagar imposto e não receber nada em troca”.

As declarações reforçam o distanciamento político entre o Palácio do Planalto e a gestão mato-grossense, que tem adotado discurso liberal e de austeridade fiscal. Analistas locais apontam que Pivetta tem se projetado como liderança crítica ao lulismo e como uma das vozes mais duras da direita moderada no Centro-Oeste — cenário que pode ter reflexos nas eleições de 2026, tanto em nível estadual quanto nacional.

Pivetta concluiu a entrevista afirmando que o Brasil precisa de previsibilidade econômica e menos intervencionismo, defendendo “menos Brasília e mais produção” como caminho para o desenvolvimento sustentável.