Assim como em outras siglas importantes do cenário político estadual — como Podemos, liderado por Max Russi, União/PP, que deve ter Dilmar Dal Bosco como o mais votado, e Republicanos, ligado a Otaviano Pivetta, que assume o governo em março, o Partido Liberal (PL) também vive uma disputa acirrada por cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Com a saída do deputado Elizeu Nascimento, a legenda reorganizou sua chapa para a corrida eleitoral de 2026, mantendo um grupo competitivo de candidatos.
No PL, a disputa interna colocará seis nomes brigando por duas ou três vagas na Casa de Leis estadual. Entre os candidatos estão os atuais deputados Gilberto Cattani e Faissal Calil — este último figura como substituto de Elizeu —, a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris, o empresário de Primavera do Leste, Ubiratan Ferreira, o vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, e o ex-prefeito de Pontes e Lacerda, Alcino Barcelos.
Segundo líderes do partido, a expectativa é de que o PL consiga eleger três deputados estaduais, embora a competição interna seja intensa e as projeções variem conforme a dinâmica eleitoral. O partido também terá o Senador Wellington Fagundes como candidato ao governo do Estado, o que pode ajudar na arrastada de votos para a legenda na disputa proporcional.
Para se eleger ou reeleger pelo PL, os candidatos precisam atingir um piso mínimo de votos individuais, com estimativas de que cada candidato terá que alcançar cerca de 25 mil votos, considerando que o quociente eleitoral deve girar em torno de 70 mil votos para a Assembleia Legislativa — número que servirá como referência para distribuição das cadeiras proporcionais.
A composição da chapa também reflete a diversidade geográfica e política do PL em Mato Grosso, reunindo representantes de diferentes regiões do Estado, desde a capital até municípios do interior, com perfis que variam entre políticos experientes e nomes que buscam se consolidar no cenário estadual.
Com o processo eleitoral em andamento, a disputa dentro do PL se configura como um dos principais confrontos nas eleições de 2026 em Mato Grosso, especialmente na corrida pela Assembleia Legislativa, onde as alianças, o desempenho nas urnas e a captação de votos em nível local serão decisivos para determinar quem ocupará as vagas proporcionais pelo partido.