Com a aproximação do início do ano letivo de 2026, famílias de todo o Centro-Oeste — incluindo **Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal — têm sentido no orçamento o peso da lista de material escolar, que segue com preços elevados e variações importantes entre regiões e estabelecimentos. A expectativa de gastos é uma das preocupações mais frequentes neste início de ano.
Tendência de alta de preços
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o investimento em material escolar no Brasil deve ultrapassar R$ 53 bilhões em 2026, com uma alta projetada de 3% a 6% nos preços de itens escolares em comparação com 2025. O movimento de reajuste reflete o custo de insumos, embalagens e logística, além de pressões do câmbio que impactam materiais importados, como mochilas e itens licenciados.
No Distrito Federal, por exemplo, a previsão é de que materiais tenham reajustes na faixa de 4% a 6%, especialmente aqueles com componentes importados, obrigando famílias a se planejarem com antecedência.
Orçamento médio das famílias
Pesquisas de mercado indicam que muitas famílias estimam gastar valores consideráveis com o conjunto de itens essenciais para os filhos no ano letivo:
- Uma pesquisa recente aponta que 41% dos responsáveis em todo o país pretendem gastar entre R$ 601 e R$ 700 apenas com material escolar em 2026 — sem contar mensalidades ou uniformes.
Esses números mostram que a preocupação com o custo não é exclusiva de uma única unidade da Federação, mas um fenômeno observado em várias capitais e cidades do Centro-Oeste.
Variações regionais e estratégias de compra
No Centro-Oeste, assim como em outras regiões do Brasil, há grandes diferenças de preço entre papelarias de bairro, supermercados e compras on-line. Isso significa que pesquisar antes de comprar pode reduzir significativamente o gasto total. comprar itens em grandes atacarejos ou aproveitar promoções antecipadas de “volta às aulas” são estratégias que muitos consumidores têm adotado para economizar.
Além disso, a reutilização de itens do ano anterior — como réguas, estojos, e até mochilas em bom estado — e a escolha de produtos de marcas intermediárias podem aliviar o impacto financeiro.
Desafios para famílias com mais de um aluno
Especialistas em finanças pessoais alertam que, quando há mais de um filho em idade escolar, os custos somam rapidamente. Mesmo que algumas famílias consigam restruturar gastos em torno de R$ 300 a R$ 400 com uma lista básica, muitos acabam ultrapassando os R$ 600 ou R$ 700 estimados, dependendo dos itens e marcas escolhidos.
A definição das listas pelas escolas também influencia: listas mais extensas e específicas obrigam compras maiores, e a compra antecipada nesses casos pode proteger contra aumentos repentinos de preço — um fenômeno comum próximo à volta às aulas no início do ano.
Impacto na economia doméstica
Enquanto alguns consumidores relatam conseguir economizar pesquisando e comparando preços entre lojas físicas e virtuais, outros dizem que o material escolar já virou um item que pesa no orçamento familiar no começo do ano, exigindo planejamento mais cuidadoso para evitar endividamento ou cortes em outras despesas.
Dicas para economizar em 2026
Especialistas recomendam:
✔️ Pesquisar preços com antecedência — tanto online quanto em papelarias locais;
✔️ Comparar marcas e optar por custo-benefício em vez de itens premium;
✔️ Reutilizar materiais do ano anterior, quando possível;
✔️ Evitar compras por impulso, especialmente em itens que não são essenciais.
Em 2026, o preço do material escolar no Centro-Oeste e em todo o Brasil tende a permanecer elevado, com aumentos que refletem custos de produção e logística. O planejamento antecipado e a pesquisa de preços são fundamentais para famílias que querem equilibrar o orçamento sem abrir mão de itens essenciais para o ano letivo.