Rumores Politizam Governo de MT: Mauro Mendes Pode Ficar até o Fim do Mandato e Desencadear Tensão com Vice-Governador

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Rumores Politizam Governo de MT: Mauro Mendes Pode Ficar até o Fim do Mandato e Desencadear Tensão com Vice-Governador

Decisão sobre ida ao Senado em 2026 ainda é incerta; bastidores apontam preocupação de Otaviano Pivetta com sucessão no Paiaguás

Voltou a circular nos bastidores políticos de Mato Grosso a ideia de que o governador Mauro Mendes (União Brasil) poderia permanecer no cargo até o final de seu mandato, em vez de renunciar para disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2026 — um movimento que tem provocado inquietação, especialmente no entorno de seu vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos).

Os defensores dessa narrativa destacam que Mendes já tem histórico de cumprir mandatos até o fim, como fez quando foi prefeito de Cuiabá, e que sua permanência no governo daria mais tempo para entregar obras e projetos estruturantes — como o BRT em Cuiabá, o Parque Novo Mato Grosso, estradas, hospitais e habitações — ainda ao longo de 2026. Eles também argumentam que manter o comando do Palácio Paiaguás até dezembro fortaleceria sua influência sobre a sucessão e aumentaria a chance de eleger um aliado como seu sucessor.

No campo político, essa estratégia pode ser compreendida dentro de um cenário eleitoral competitivo em Mato Grosso, onde dois assentos ao Senado estarão em disputa e governadores em fim de mandato tendem a observar esse caminho como alternativa. Em muitos estados brasileiros, executivo estaduais sem direito à reeleição historicamente buscam vagas no Congresso, e a desincompatibilização é requerida até abril de 2026 caso decidam concorrer.

Entretanto, a indefinição do posicionamento de Mendes sobre concorrer ao Senado até o prazo de corte já tem impactos concretos nos planos de Pivetta, que se apresenta como pré-candidato ao governo estadual em 2026, buscando consolidar sua própria base e projeto político. Pesquisas locais indicam que o vice-governador tem forte presença na disputa pelo Palácio Paiaguás, o que torna sua relação com o governador ainda mais sensível à definição de Mendes.

Pivetta tem reiterado publicamente que está preparado para assumir o comando do Estado caso Mendes opte por deixar o governo para disputar o Senado, destacando que a administração conta com equipes “titulares e reservas” para eventuais transições. Isso sugere que ele se movimenta para minimizar qualquer eventual descontinuidade administrativa e, ao mesmo tempo, posicionar-se como protagonista nas eleições estaduais.

Por sua vez, Mendes tem afirmado que sua prioridade permanece a gestão e a entrega de obras, e que a decisão sobre sua participação na corrida ao Senado será tomada mais perto do prazo legal em abril de 2026, após diálogo com aliados e reflexão pessoal.

Esse jogo de especulações e estratégias políticas reflete a tensão típica que emerge quando governadores em fim de mandato avaliam suas opções eleitorais — seja permanecer no cargo para completar a gestão, seja disputar um assento no Legislativo federal, movimentando o tabuleiro político de Mato Grosso em um ano de eleição crítica.