Senadores de Mato Grosso gastaram mais de R$ 1,2 milhão em cotas parlamentares em 2025

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Senadores de Mato Grosso gastaram mais de R$ 1,2 milhão em cotas parlamentares em 2025

Os senadores que representam Mato Grosso no Congresso Nacional já utilizaram mais de R$ 1,2 milhão em cotas parlamentares no exercício de 2025, de acordo com dados coletados no Portal da Transparência e Prestação de Contas do Senado. Os valores de dezembro ainda não foram totalmente computados e podem alterar o ranking desta análise.

As cotas parlamentares, oficialmente chamadas de Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), são recursos públicos destinados a cobrir despesas do mandato, como passagens, locomoção, hospedagem, comunicação, aluguel de escritório e serviços diversos, mediante comprovação fiscal. Esse mecanismo está previsto nas normas de transparência do Senado e integra o conjunto de privilégios políticos regulados pelo Ato da Mesa Nº 43 de 2009.

Conforme o levantamento, os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) aparecem empatados no topo do ranking, com cerca de R$ 449 mil gastos cada um até o momento. Eles são seguidos pela senadora Margareth Buzetti (PP), que atuou como suplente entre janeiro e setembro de 2025 e consumiu cerca de R$ 294 mil da cota.

Margareth cedeu a vaga em outubro ao segundo suplente José Lacerda (PSD), que desde então já utilizou aproximadamente R$ 98 mil dos recursos disponíveis para despesas do mandato.

Dados mais detalhados no portal de transparência do Senado mostram que Buzetti alocou boa parte de seus gastos para aluguel de escritório político, contratação de serviços de apoio e passagens aéreas, além de despesas com material de consumo e serviços postais — categorias típicas de utilização da CEAPS.

Os montantes observados em 2025 representam um aumento significativo no uso das cotas parlamentares por parte dos senadores de Mato Grosso em relação a exercícios anteriores, nos quais o consumo desses recursos também já gerou atenção pública. Em levantamentos anteriores, os três senadores do estado já haviam gastado valores superiores a R$ 1 milhão no primeiro semestre de anos anteriores, segundo portais de notícias locais que acompanharam esses relatórios.

Esse padrão de gastos ocorre em um contexto no qual a bancada federal de Mato Grosso, especialmente os deputados federais, também tem apresentado uso expressivo das cotas parlamentares, com consumos que ultrapassaram R$ 3,6 milhões no ano de 2025, de acordo com outro levantamento recente.

Especialistas em transparência pública destacam que o acompanhamento desses números é importante para a prestação de contas à sociedade e para avaliar a eficiência no uso de recursos públicos por representantes eleitos, sobretudo em um contexto de debates sobre privilégios e responsabilidade fiscal no Congresso.