TRE-MT terá setor de inteligência para monitorar candidatos suspeitos de elo com crime organizado nas eleições de 2026

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TRE-MT terá setor de inteligência para monitorar candidatos suspeitos de elo com crime organizado nas eleições de 2026

Em preparação para as eleições gerais de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) anunciou a criação de um setor de inteligência especializado em monitorar possíveis vínculos entre candidatos e organizações criminosas ou financiamento ilícito de campanhas. A iniciativa é fruto de um acordo firmado entre a Justiça Eleitoral e a Polícia Judiciária Civil, e representa um avanço significativo nas ações voltadas à segurança e à lisura do processo eleitoral no Estado.

De acordo com a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, a nova assessoria de inteligência trabalhará diretamente com magistrados eleitorais para prevenir e identificar o eventual envolvimento, direto ou indireto, de candidatos em atividades criminosas, bem como o uso de recursos de organizações criminosas no financiamento de campanhas. As informações produzidas serão incorporadas aos fluxos internos de análise de risco do tribunal.

A cooperação entre TRE-MT e Polícia Civil terá vigência inicial de 24 meses, podendo ser prorrogada conforme a necessidade, e contará com servidores experientes em atividades de inteligência, que farão análises estratégicas para subsidiar decisões judiciais no âmbito eleitoral.

Especialistas destacam que a prevenção à infiltração do crime organizado na política é uma preocupação crescente em todo o país, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotando resoluções para barrar candidaturas ligadas a facções criminosas e fortalecer a jurisprudência nesse sentido.

A medida de Mato Grosso se soma a outras ações já em debate nos tribunais eleitorais e em instâncias nacionais — incluindo esforços para enfrentar a desinformação e outras formas de abuso que possam comprometer a integridade das eleições de 2026.

Para o TRE-MT, a atuação de um setor de inteligência focado em riscos eleitorais vai além do combate a fraudes e crimes: é uma resposta direta à ameaça que a presença de grupos criminosos representa para a democracia, preservando a confiabilidade do sistema eleitoral e a igualdade de condições entre os candidatos.

Com a proximidade do pleito, a nova estrutura deve se tornar uma das principais ferramentas de vigilância institucional contra tentativas de infiltração de interesses ilegais na disputa por cargos federais e estaduais no Estado.