Trump diz que EUA estão prontos para agir no Irã após mortes em protestos

· 1 min de leitura
Trump diz que EUA estão prontos para agir no Irã após mortes em protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que Washington está “carregado e pronto para agir” caso o governo iraniano use força letal contra manifestantes pacíficos que protestam contra a profunda crise econômica no Irã. A declaração foi feita em postagem na rede social Truth Social, em meio a uma das maiores ondas de protestos no país dos últimos anos.

Os protestos, que começaram no final de dezembro de 2025, foram impulsionados pela forte queda do valor da moeda local e pela inflação galopante, levando comerciantes, estudantes e cidadãos de diversas províncias a saírem às ruas em cidades como Teerã, Isfahan e Lorestan. Relatos de mídia internacional indicam que ao menos sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, embora o governo iraniano minimize esses números.

Na mensagem, Trump declarou que, se as autoridades iranianas “atirarem e matarem violentamente manifestantes pacíficos, o que é de seu costume”, os EUA “virão em seu socorro”, numa referência à proteção de civis e à resposta americana. A ameaça refletiu uma retórica dura, evocando a frase “locked and loaded” — expressão militar que indica prontidão para armamento e ação.

A postura americana inclui também pedidos públicos do Departamento de Estado para que o Irã cesse a repressão e liberte presos políticos, além de críticas à “intimidação, violência e prisões” de manifestantes relatadas por grupos de direitos humanos.

Em Teerã, autoridades iranianas reagiram com firmeza. O chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, advertiu que interferência dos EUA nos assuntos internos do Irã poderia desestabilizar toda a região e prejudicar os interesses americanos, enquanto conselheiros próximos ao líder supremo definiram qualquer intervenção externa como uma “linha vermelha” que seria respondida duramente.

Analistas destacam que a crise econômica iraniana — agravada por políticas internas e sanções internacionais — catalisou um descontentamento popular que agora se mistura a demandas por mudanças políticas profundas, tornando o atual momento um dos mais delicados nas relações entre Washington e Teerã em anos recentes.