Secretaria Municipal reforça vigilância e diagnóstico precoce enquanto casos seguem em várias regiões da cidade
Várzea Grande-MT enfrenta um cenário preocupante no início de 2026, com as doenças respiratórias e a hanseníase entre os principais agravos que vêm acometendo a população, segundo levantamento divulgado recentemente pela Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande. A situação tem acendido sinais de atenção nas unidades de saúde da segunda maior cidade de Mato Grosso.
Enquanto arboviroses como dengue e chikungunya continuam sob monitoramento da vigilância epidemiológica, a atenção dos profissionais de saúde está fortemente voltada às doenças que ocorrem ao longo de todo o ano e que podem evoluir rapidamente sem diagnóstico precoce e adequado. A secretaria enfatiza que o acompanhamento contínuo é essencial para evitar complicações, especialmente em grupos mais vulneráveis da população.
De acordo com o levantamento, doenças respiratórias têm apresentado registros constantes em diferentes bairros de Várzea Grande, sem uma concentração geográfica específica — um padrão que desafia as equipes de saúde a ampliar estratégias de prevenção em toda a cidade. Especialistas apontam que condições climáticas típicas da região, como períodos de clima seco e baixa umidade do ar, favorecem infecções respiratórias, crises alérgicas e o agravamento de quadros crônicos, sobretudo em crianças e idosos.
Paralelamente, a hanseníase, uma doença infecciosa negligenciada mas ainda endêmica em Mato Grosso, permanece como um agravo relevante de saúde pública na região metropolitana de Cuiabá-Várzea Grande. Dados recentes indicam que o município registrou 431 novos casos em 2025, número que representou um ligeiro aumento em relação ao ano anterior e sinaliza transmissão ativa da doença, inclusive entre menores de 15 anos.
Mato Grosso, de modo geral, tem se destacado nacionalmente como um dos estados com maior número de casos de hanseníase no Brasil — com mais de 4.600 novos registros em 2024, segundo dados estaduais — o que reforça a necessidade de ações epidemiológicas robustas e articulação com as unidades básicas de saúde.
Para tentar frear essa combinação de agravos, o município ampliou campanhas educativas, intensificou a busca ativa de casos, e reforçou orientações sobre vacinação, higiene respiratória e identificação precoce de sinais clínicos associados às doenças respiratórias e à hanseníase, com foco especial em públicos sensíveis como crianças, idosos e pessoas com condições crônicas prévias.
O momento ressalta a importância da vigilância contínua e do fortalecimento da atenção primária em Várzea Grande — um desafio que a administração municipal e a população enfrentam de forma integrada para reduzir o impacto desses agravos sobre a saúde coletiva.