Reportagens publicadas por veículos brasileiros nesta semana informam que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, supostamente pagou cerca de R$ 1 milhão por mês em consultoria ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, após um pedido feito por integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal.
Segundo as publicações, Mantega, que atuou nos governos Lula e Dilma como ministro da Fazenda, foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria empresarial após um pedido do senador Jaques Wagner (PT-BA), então líder do governo Lula no Senado. A remuneração acordada, cerca de R$ 1 milhão mensais, teria sido destinada principalmente para apoiar as negociações relacionadas à tentativa de venda do Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal.
A operação de venda do Banco Master ao BRB acabou sendo barrada pelo Banco Central (BC) em setembro de 2025, conforme reportagens correlatas sobre o caso. Apesar disso, a consultoria feita por Mantega teria continuado até cerca de duas semanas antes da liquidação do banco pelo BC, decretada em novembro de 2025 depois de um escândalo de fraude bilionária no Master.
Fontes citam que a contratação de Mantega ocorreu depois que o governo Lula desistiu de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale em 2024, diante de reação negativa de mercados financeiros contrários à nomeação. A intermediação teria sido feita por meio de relações políticas entre Wagner e o empresário Augusto Lima, sócio de Vorcaro.
Reportagens também destacam que Mantega teria visitado o Palácio do Planalto em várias ocasiões ao longo de 2024, período em que já atuava como consultor, apesar de as agendas oficiais não indicarem vínculos diretos com o banco.
O Banco Master enfrentou uma grave crise financeira e regulatória, que resultou na sua liquidação pelo Banco Central após revelações de irregularidades e investigação de fraudes, um episódio que ganhou ampla cobertura no noticiário político e econômico nacional.
Até o momento, não há posicionamentos públicos oficiais confirmando declarações das partes envolvidas — como Mantega, Vorcaro, ou representantes governamentais — sobre os detalhes da consultoria ou os supostos pedidos políticos que teriam embasado a contratação.