O senador Wellington Fagundes (PL) aparece na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Paraná Pesquisas. O levantamento, realizado entre os dias 12 e 16 de dezembro de 2025, aponta que o parlamentar lidera com 32,4% das intenções de voto no cenário estimulado que inclui quatro pré-candidatos.
Na segunda posição está o senador Jayme Campos (União Brasil), com 23,4%, seguido pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que soma 21,5%. Os dois aparecem em empate técnico dentro da margem de erro, estimada em 2,6 pontos percentuais. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) completa o quadro, com 6,3% das preferências. Outros 10% dos eleitores afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, e 6,4% não souberam ou não opinaram.
Quando o nome de Jayme Campos é retirado do cenário (Cenário 2), Wellington Fagundes amplia sua vantagem, alcançando 43,1% das intenções de voto, contra 28,1% de Pivetta e 8,4% de Natasha. Nesse quadro, os votos brancos e nulos somam 13,2%, e 7,1% dos entrevistados não souberam responder.
Nos cenários de segundo turno, Fagundes mantém posição favorável. Em um confronto direto com Pivetta (Cenário 3), o senador venceria com 48,6% dos votos, contra 32,8% do vice-governador. Já no embate entre Jayme e Pivetta (Cenário 4), há empate técnico — 37,9% para Jayme e 35,3% para o vice.
O desempenho de Wellington reflete a força do bolsonarismo em Mato Grosso, base política que o senador representa. Já Pivetta conta com o apoio do governador Mauro Mendes (União Brasil), enquanto Jayme enfrenta resistências internas no partido. Natasha, por sua vez, busca consolidar uma frente de apoio com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB) e o apoio do presidente Lula.
Na modalidade espontânea, sem apresentação de nomes, o governador Mauro Mendes — que não poderá concorrer — lidera com 8%, seguido por Jayme (3,6%) e Pivetta (3,5%). A maioria, porém, 74,1% dos entrevistados, não soube ou preferiu não responder, reforçando o caráter ainda aberto e volátil da disputa estadual.