Datafolha: Lula Lidera com 39%, mas Flávio Bolsonaro Reduz Diferença em Nova Pesquisa

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Datafolha: Lula Lidera com 39%, mas Flávio Bolsonaro Reduz Diferença em Nova Pesquisa

SÃO PAULO – O cenário eleitoral para a sucessão presidencial começa a ganhar contornos de polarização acentuada, segundo o mais recente levantamento do Datafolha, divulgado nesta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança na corrida para o primeiro turno com 39% das intenções de voto. No entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 35%, registrou uma oscilação positiva de dois pontos percentuais, estreitando a distância para o atual mandatário.

Além dos dados do primeiro turno, o levantamento testou o cenário mais provável de segundo turno, revelando um empate técnico no limite da margem de erro, o que acende o sinal de alerta no Palácio do Planalto.

O Quadro do Primeiro Turno

A pesquisa estimulada mostra um distanciamento considerável dos dois primeiros colocados em relação aos demais nomes testados:

  • Lula (PT): 39%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 35%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Romeu Zema (Novo): 4%

Cenário de Segundo Turno: Equilíbrio Limite

Se a eleição fosse hoje, a disputa direta entre o atual presidente e o filho "01" de Jair Bolsonaro seria decidida voto a voto. Os números mostram:

Veja os números:

  • Lula (PT): 45% (eram 46% em março e 51% em dezembro);
  • Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 43% em março e 36% em dezembro);
  • Branco/nulo/nenhum: 8% (eram 10% em março e 12% em dezembro);
  • Não sabem: 1% (era 1% em março e em dezembro).

Com a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença configura uma situação de empate técnico. O crescimento de Flávio no segundo turno é impulsionado pela migração de quase a totalidade dos votos de Ronaldo Caiado (5%) e Romeu Zema (4%), evidenciando uma forte tendência de unificação da direita em torno do nome do PL em um eventual embate final.

Análise da Rejeição e Tendências

O Datafolha também mediu o índice de rejeição, fator que explica o teto de ambos os candidatos no segundo turno:

  • Lula registra uma rejeição de 48%, encontrando maior resistência entre eleitores de classe média e no agronegócio.
  • Flávio Bolsonaro aparece com 46% de rejeição, enfrentando dificuldades principalmente entre o eleitorado feminino e a população de baixa renda do Nordeste.
"A resiliência de Lula no topo e a subida gradual de Flávio Bolsonaro sugerem que o país caminha para uma eleição de continuidade contra o legado bolsonarista, deixando pouco espaço para nomes que tentam romper essa bolha", avalia um dos diretores do instituto.

O Peso das Alianças

A decisão de governadores de peso, como Tarcísio de Freitas (SP), de permanecerem em seus cargos, favoreceu diretamente Flávio Bolsonaro, que herdou o eleitorado conservador que buscava um nome viável. Por outro lado, a base de Lula demonstra solidez, sustentada pelo controle da inflação e por programas recentes de impacto popular.

Com a margem no segundo turno em apenas três pontos, o governo e a oposição devem antecipar estratégias de campanha. O levantamento foi realizado com 2.556 eleitores em todo o Brasil e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).